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26/09/2010
Escola Dinâmica participa do Programa Reóleo da ACIF
E convida pais e alunos a colaborarem com o recolhimento do óleo de cozinha usado

A Escola Dinâmica, dentre as atividades destinadas a promover a Educação Ambiental e fazer a sua parte em relação à preservação do meio ambiente, participa do Projeto Reóleo, promovido pela ACIF.

Juntamente com outras empresas e Instituições, a Dinâmica é um dos pontos de coleta de óleo usado da comunidade. O óleo recolhido é encaminhado ao Reóleo, onde é reciclado e transformado em subprodutos para uso doméstico.

Convidamos a todos - pais, alunos, professores e funcionários - a fazer parte deste esforço de recolher e encaminhar o óleo para a Escola Dinâmica.

Conheça por dentro como funciona o Reóleo, os danos causados pelo óleo usado de cozinha despejado nas pias de nossas casas e empresas, bem como os prejuízos causados pelo uso do óleo quente no cozimento de alimentos para consumo humano.

O reóleo

O Programa Acif de Reciclagem do Óleo de Cozinha - REÓLEO® - nasceu em 1998 de uma iniciativa da instituição, para a destinação adequada dos resíduos de óleo vegetal dos restaurantes de Florianópolis. A solução encontrada para a destinação deste resíduo surgiu através de uma parceria firmada com uma empresa especializada em reciclagem de óleo de cozinha saturado para fabricação de sabão e produtos de higiene. No ínicio, o programa atendia somente sete estabelecimentos da região da Lagoa da Conceição.

Em 2002, buscando uma maior adesão dos restaurantes, foi implantado o projeto de educação ambiental na região da Bacia da Lagoa da Conceição. O projeto envolveu seis escolas, com alunos de 1º a 8º séries, da região. O projeto contemplou também um concurso para criação de uma placa símbolo (Figura 1) que culminou em um retorno de 600 desenhos, esta placa foi distribuída entre os restaurantes que participavam do projeto na época. O objetivo do trabalho com as escolas da região era de tornar o programa mais simpático aos donos de restaurantes, uma vez que muitos dos alunos das escolas envolvidas no projeto eram filhos de donos de restaurantes. O resultado foi um aumento significativo no número de participantes, o projeto passou a coletar cerca de três mil litros de óleo saturado em 70 pontos entre bares, hotéis, restaurantes e similares.

No ano de 2003, a coleta de óleo foi estendida para Canasvieiras, Trindade e Ingleses, bairros geradores de grande quantidade deste resíduo, atingindo cerca de 160 estabelecimentos. Neste ano, o projeto de educação ambiental e o concurso para criação da placa símbolo também foram ampliados para estas regiões, atendendo 20 escolas e resultando na segunda placa do projeto.

Em 2005, o projeto foi ampliado para o Centro, chegando a atender 200 estabelecimentos entre Lagoa da Conceição, Trindade, Centro e Norte da Ilha. O trabalho desenvolvido pela Acif durante estes sete anos rendeu à entidade uma Menção Honrosa no Prêmio Racine de 2005, sendo reconhecido em nível nacional.Para a terceira edição do projeto de educação ambiental, que atendeu 17 escolas e aproximadamente 5000 crianças, foi criado o personagem Óleo-lho e o projeto foi apresentado na forma de um teatro de bonecos com a peça "Óleo-lho tas tolo". As crianças também receberam um gibi para colorir com a história do Programa de Reciclagem de Óleo de Cozinha.

Em 2006, o programa foi registrado com o nome de REÓLEO® e ganhou um logotipo próprio. Uma nova empresa tornou-se parceira da Acif na coleta de óleo. A paranaense Ambiental Santos é a nova responsável pela reciclagem de óleo.

Efeitos causados pelos diferentes tipos de óleos e graxas no homem e no meio ambiente

De acordo com a Portaria 3214/78 NR1, anexo no 13 – Agentes químicos, acrescentada pela portaria 14 de 20/12/95: Hidrocarbonetos e seus compostos carbono são considerados substâncias cancerígenas.O risco está associado à ingestão e aspiração. Contatos com os olhos provocam irritação com a vermelhidão das conjuntivas.

No caso dos óleos vegetais e alimentares, o risco está associado ao grau de saturação do óleo, ou seja, quantas vezes ele é reaquecido para fritura. Veja abaixo algumas informações valiosas extraídas do seguinte documento: Informe Técnico nº 11, de 5 de outubro de 2004 da ANVISA.

Verdade sobre Frituras:

A fritura é uma operação de preparação rápida e confere aos alimentos fritos características únicas de saciedade, aroma, sabor e palatabilidade.

No processo de fritura, o alimento é submerso em óleo quente na presença de ar, e assim, é exposto à oxidação interagindo com uma série de agentes que (ar, água, alta temperatura e componentes dos alimentos que estão sendo fritos) causam degradações em sua estrutura, especialmente quando utilizado por um longo período, gerando compostos responsáveis por odor e sabor desagradáveis, incluindo substâncias que podem causar riscos à saúde do consumidor, tais como irritação do trato gastrointestinal, diarréia, dentre outros.

A água proveniente do próprio alimento, conduz alterações hidrolíticas, o oxigênio que entra em contato com o óleo a partir de sua superfície, desencadeia alterações oxidativas e a temperatura em que o processo ocorre, resulta em alterações térmicas que se enquadram também nas alterações oxidativas.

No processo de fritura contínua, utilizado pelas indústrias, ocorre a hidrólise, que é responsável pela formação de ácidos graxos livres. Já no processo de fritura descontínua, empregada por lanchonetes, restaurantes, pastelarias e no uso caseiro, dentre outros, ocorrem as reações de oxidação, hidrólise e polimerização. As substâncias advindas destas três reações são chamadas de compostos polares totais.

À medida que o óleo alcança o estágio de degradação, as reações de oxidação estão avançadas e há produção de moléculas complexas e compostos voláteis que liberam aroma desagradável. Neste ponto, a fritura produz muita fumaça e consequentemente o alimento tem sua vida de prateleira diminuída, aroma, sabor e aspecto desagradáveis, excesso de óleo absorvido e o centro do alimento, as vezes, não totalmente cozido.

Efeitos dos diferentes tipos de graxas no ambiente aquático

As duas vias principais nas quais o óleo causa impacto nos organismos aquáticos são o efeito físico resultante do recobrimento, e o efeito químico, associado à toxidade dos compostos presentes (EPA, 2004).

Para Braga (2002) entre os principais efeitos danosos dos óleos ao meio ambiente estão a formação de uma película superficial que dificulta a troca gasosa entre o ar e a água, a vedação dos estômatos das plantas e órgãos respiratórios dos animais, a impermeabilização das raízes de plantas e a sua ação tóxica para os seres aquáticos.

Os óleos vegetais, em quantidades exageradas, na água (rios, lençóis, lagoas e etc) provoca um aumento excessivo na quantidade de nutrientes (fósforo e nitrogênio) favorecendo a proliferação de determinadas algas e conseqüente eutrofização (Figura 5), o que causa a morte de peixes e outros animais, além de odor e aspecto extremamente desagradáveis (Ballão, 2003).

Por Que Reciclar? Alternativas para Reciclagem de Óleo Saturado

Estimativas indicam que apenas 1% do óleo usado no mundo é tratado.A alternativa mais utilizada é a fabricação de sabão, podendo até mesmo ser feito de forma doméstica. De acordo com uma antiga lenda romana a palavra saponificação tem sua origem no Monte Sapo, onde realizavam sacrifícios de animais. A chuva levava uma mistura de sebo animal (gordura) derretido, com cinzas e barro para as margens do Rio Tibre. Essa mistura resultava numa borra (sabão). As mulheres descobriram que usando esta borra, suas roupas ficavam muito mais limpas. A essa mistura os romanos deram o nome de Sabão e à reação de obtenção do sabão de Reação de Saponificação.

Por Que Reciclar?

O óleo de cozinha, de soja, girassol ou canola, freqüentemente usada em frituras, pode ser muito prejudicial ao meio ambiente e se jogado pelo ralo da pia (rede de esgoto) causa entupimentos, havendo a necessidade do uso de produtos químicos tóxicos para a solução do problema, agredindo ainda mais o meio ambiente. Alguns estabelecimentos ou mesmo residências ainda continuam jogado óleo utilizado na cozinha na rede de esgoto, desconhecendo os inestimáveis prejuízos que o fato pode causar ao meio ambiente. Jogar o óleo na pia, em terrenos baldios ou no lixo acarreta em problemas como:

- o óleo fica retido além de ficar no encanamento, causando entupimento das tubulações, além de aumenta, estimadamente, em 45% os custo de tratamento dos efluentes;

- quando não há um sistema de tratamento de esgoto, o óleo acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, podendo causar sérios danos à fauna aquática;

- o óleo além de ficar no solo, provocando a impermeabilização dos leitos e terrenos contribuindo com as enchentes, ou entra em decomposição, soltando gás metano durante esse processo, causando mau cheiro, além de agravar o Efeito Estufa.

Não jogar óleo em fontes de água, na rede de esgoto ou no solo é uma questão de direitos e deveres do cidadão com as futuras gerações. Sendo que estas atitudes são uma maneira de cada um fazer sua parte, contribuir desta forma, para a preservação do meio ambiente através da redução da quantidade de resíduos de gordura que são destinados de forma inadequada.

Processo de Reciclagem

O processo de reciclagem o programa do REÓLEO®, é feito da seguinte forma:



Ambiental Santos Empresa de Reciclagem

A Ambiental Santos é a empresa responsável pelo recebimento de óleo de cozinha recolhido através do programa REÓLEO®. Desde 1997 atuando com a coleta e reciclagem de óleos e gorduras vegetais, desenvolvemos várias aplicações nobres para o óleo reciclado. Fugimos do “clichê” da fabricação do sabão, e apresentamos a indústria química matéria-prima de alta qualidade com garantia de fornecimento. A Ambiental Santos é, no Brasil, exemplo de profissionalismo e respeito ao meio ambiente. Onde trata totalmente, os efluentes gerados na reciclagem do óleo vegetal.

Possuem licença de operação do IAP - Instituto Ambiental do Paraná, cadastro técnico federal no IBAMA - Instituto Brasileiro do meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e registro na FATMA (SC) - Fundação do Meio Ambiente.

A Infraestrutura

A Ambiental Santos possui uma frota de 11 caminhões dedicados a coleta de óleo de cozinha reciclável. Todos os caminhões dispõem da plataforma hidráulica de carga, diminuindo o tempo das coletas, evitando riscos de acidentes e poupando a saúde de nossos colaboradores não submetendo-os a esforços físicos abusivos. Todos os 11 caminhões da frota possuem carrocerias de aço, que podem ser totalmente recicladas ao fim da sua vida útil, do contrário das carrocerias comuns que utilizam madeiras nobres em sua composição.

Tratamento de Efluentes

Com uma Estação de Tratamento de Efluentes - ETE Própria, a empresa Ambiental Santos realiza o total tratamento dos efluentes gerados no processo de reciclagem do óleo de cozinha. Os resíduos de óleo vegetal possuem uma grande quantidade de água emulgada ("misturada" ao óleo), podendo variar de 5% até 42% do voluma total, isto é, de cada 100 litros de resíduos de óleo pode-se ter até 42 litros de água contaminada.

Nesse resíduo, a água poluída, é devidamente tratada antes de descartado, pois se for jogado diretamente na rede de esgoto ou até mesmo nas galerias de águas pluviais, irá constituir crime ambiental por poluente líquido. Crime este, previsto nas resoluções CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente. Além do resíduo de água, outro resíduo presente no óleo são os restos de comida, que se não forem totalmente separados vão continuar contaminando o óleo reciclado fazendo-o perder qualidade e aplicabilidade com o decorrer do tempo. Desta forma, os resíduos grosseiros são separados pelo processo de filtragem e devidamente tratados.

Para conhecer mais sobre o Reóleo, visite: http://www.acif.org.br/reoleo/projeto.php



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